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Discussão por celular termina em violência doméstica, suspeita de costela quebrada e prisão em Jardim Alegre

Uma violenta briga de casal motivada por ciúmes e invasão de privacidade mobilizou a Polícia Militar no início da tarde de quarta-feira (17), por volta das 14h03, na Rua Marli Nascimento, em Jardim Alegre. A ocorrência, registrada como lesão corporal e violência doméstica, terminou com o homem preso e a mulher hospitalizada com suspeita de fratura.

A equipe policial foi acionada via sistema SADE e, ao chegar à residência, encontrou um cenário de destruição: a sala estava completamente revirada e o aparelho celular do homem havia sido quebrado durante a confusão.

Em conversa com os militares, o homem relatou que a briga começou após ele pegar e vistoriar o celular da companheira. Segundo a versão dele, a mulher teria se armado com uma faca e corrido atrás dele pela rua, ameaçando matá-lo caso o aparelho não fosse devolvido. Ele negou ter batido na convivente, alegando que apenas tentou imobilizá-la porque ela estava muito agressiva e tentando atacá-lo.

Versão da vítima e lesões graves

Por outro lado, a mulher apresentou um relato contundente de agressão. Ela confirmou que a discussão começou por conta da checagem do celular, mas afirmou que o companheiro reagiu com extrema violência, desferindo tapas em seu rosto e chutes em suas costelas, além de causar um ferimento no seu dedo anelar direito. Ela negou categoricamente ter perseguido o homem com uma faca.

Ao constatar marcas visíveis de agressão pelo corpo da mulher, os policiais deram voz de prisão imediata ao agressor. A vítima foi encaminhada inicialmente para o hospital para a confecção do laudo de lesão corporal, onde o médico plantonista identificou uma possível fratura nas costelas e confirmou o ferimento no dedo.

Testemunha na rua

Os policiais identificaram um trabalhador que realizava serviços na rua no momento da confusão. Questionado pela equipe, ele relatou que ouviu a discussão acalorada e percebeu uma movimentação anormal na via pública, mas afirmou não ter presenciado o momento exato das agressões físicas entre o casal. O trabalhador foi devidamente qualificado no relatório e liberado para continuar sua jornada de serviço.

Diante das evidências e do laudo médico, o homem foi conduzido pela Polícia Militar e entregue na Central de Flagrantes da Delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã, onde foi autuado com base na Lei Maria da Penha e permanece à disposição da Justiça.


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