O descumprimento de um contrato verbal para a construção de um muro terminou em briga de rua e ameaça de morte na terça-feira (7), na Rua Palotina, no Jardim Alvorada, em Ivaiporã. A Polícia Militar foi acionada via sistema SADE para conter uma aglomeração de pessoas com ânimos exaltados e conduziu os envolvidos para o registro da ocorrência.
Após a contenção das partes, os policiais colheram versões conflitantes sobre o desentendimento comercial.
A versão do contratante
O contratante da obra relatou que contratou o prestador de serviço para erguer um muro, tendo adiantado R$ 1.200,00 (pagos em dinheiro e em carne). No entanto, o trabalhador teria cavado apenas uma valeta e sumido. Dias depois, o prestador retornou pedindo mais R$ 480,00 em dinheiro para não ser despejado por falta de pagamento de aluguel. O valor foi pago, mas o homem desapareceu novamente sem concluir o serviço.
Na terça-feira, o contratante foi até a residência do prestador para cobrá-lo. Durante o bate-boca, o trabalhador teria desferido um golpe com a porta de um veículo contra a perna do contratante e corrido em direção a um terreno baldio. Pensando que o homem buscaria um facão na mata, o contratante se armou com um pedaço de madeira para se defender. Na sequência, diante de testemunhas, o prestador teria ameaçado o contratante por quatro vezes, dizendo que iria “dar um tiro no meio da testa” dele.
A versão do prestador
Por sua vez, o prestador de serviço apresentou uma justificativa diferente. Ele afirmou que fechou o serviço pelo valor total de R$ 3.000,00, mas que recebeu de adiantamento apenas R$ 500,00 em carne.
O trabalhador alegou que o contratante tentou invadir a sua residência durante a cobrança e que, por medo de ser agredido, apenas fechou a porta do carro para se proteger. Ele negou ter feito qualquer ameaça de morte e reclamou que suas ferramentas de trabalho ficaram retidas na casa do contratante, manifestando o desejo de reaver os equipamentos.
Encaminhamento
Diante do interesse de ambas as partes em resolver a situação pacificamente e do preenchimento dos requisitos legais, os envolvidos foram encaminhados à sede da 6ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM). No local, foi lavrado o Boletim de Ocorrência e um Termo de Compromisso (Termo Circunstanciado), sendo os homens liberados na sequência para responderem ao processo em juízo.





