Acadêmicos do curso de Psicologia da Fatec Ivaiporã irão iniciar o projeto denominado – O Voluntário como Arquiteto da Mudança: ciclo de atividades reflexivas com homens privados de liberdade na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Ivaiporã. Os encontros serão realizados entre junho e dezembro, visando promover saúde mental e reintegração social dos 40 recuperandos.
Foram selecionados os acadêmicos Gabrielly Miranda de Almeida, Annelise Paz Possolli e Diego Jordão para atender os recuperandos. O trabalho será desenvolvido com supervisão da psicóloga da Apac, Thaiane Zubko, e da coordenadora do curso de Psicologia, Vanessa Gonçalves.
“Dar continuidade ao 3º ciclo do projeto de extensão, em parceria da Apac, é uma grande oportunidade para a formação dos acadêmicos. Além disso, atuar na prática faz a diferença no curso de Psicologia”, garantiu Vanessa Gonçalves.
Em 6 meses, serão abordados temas ligados à saúde mental, relações familiares e desenvolvimento pessoal. Entre os assuntos previstos estão ansiedade, prevenção ao suicídio, saúde mental masculina, autoestima, autoperdão, comunicação não violenta, autocontrole da raiva e fortalecimento dos vínculos familiares.
Ações planejadas
A acadêmica Annelise Paz Possolli explicou que as ações foram planejadas para estimular a reflexão e o diálogo. Cada encontro será precedido por momentos de supervisão com a equipe técnica da Apac, permitindo que os acadêmicos preparem as abordagens e acompanhem a evolução do grupo.
Para a psicóloga Thaiane Zubko é uma oportunidade de oferecer aos acadêmicos experiência importante de formação. “São temas que fazem parte da realidade dos recuperandos e que podem contribuir para o fortalecimento emocional, a reflexão sobre escolhas e o processo de recuperação”, afirmou.
A metodologia da Apac envolve o recuperando, a família e a preparação para o retorno ao convívio social. “Ter a Fatec envolvida no processo é muito importante”, afirmou a gerente da Apac, Taís Vasconcelos Caldeira, informando que muitos recuperandos que concluem o cumprimento da pena deixam a Apac inseridos no mercado de trabalho. “A Psicologia tem um papel fundamental, porque ajuda o recuperando a compreender comportamentos e desenvolver autocontrole”, acrescentou.
Entre os recuperandos está *José – nome fictício adotado para preservar a identidade. “Acho muito importante o projeto. Estamos dispostos a colaborar no que for preciso. Só temos a agradecer à Fatec”, declarou.
A expectativa é que o projeto contribua para a formação dos futuros psicólogos e o fortalecimento do processo de ressocialização desenvolvido pela Apac de Ivaiporã.

Lúcia Lima – jornalista






