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Dinheiro do crime impulsionou expansão da Odonto Excellence em Ponta Grossa

Polícia Civil conclui inquérito e aponta empresário como mandante de homicídio ligado a disputa societária em Ponta Grossa

A conclusão do inquérito da Polícia Civil do Paraná (PCPR) sobre o assassinato do empresário José Claiton Leal Machado, morto em 19 de abril de 2022, em Ponta Grossa, recolocou o caso no centro das atenções. A investigação passou a apontar o empresário Oséias Gomes como mandante do crime, sustentando a tese de que o homicídio teria sido motivado por uma longa disputa empresarial, marcada por ameaças, desconfiança e rompimentos internos envolvendo a rede Odonto Excellence.

De acordo com o relatório policial, a investigação reuniu depoimentos, extrações de dados telefônicos e documentos que ajudaram a reconstruir a deterioração da relação entre José Claiton e Oséias ao longo de mais de uma década. Entre os elementos anexados ao inquérito está uma carta enviada à Polícia Civil em maio de 2022, narrando detalhes da suposta relação entre os dois empresários desde 2006.

Segundo essa carta, José Claiton, conhecido pelo apelido de “Pixain”, teria chegado à região dos Campos Gerais após fugir da Justiça. Em Carambeí, passou a trabalhar na divulgação de unidades odontológicas ligadas à Odonto Excellence, aproximando-se de Oséias Gomes. Ainda conforme a correspondência, os dois teriam firmado um acordo verbal, no qual José Claiton investiria R$ 84 mil no negócio, permanecendo como sócio informal até regularizar sua situação judicial.

A carta afirma que, durante anos, José Claiton teria atuado nos bastidores da empresa, exercendo funções administrativas e de gerência em unidades da rede, inclusive em Joinville (SC), onde chegou a viver escondido. O relatório policial aponta que parte dessas informações foi corroborada pelas investigações.

O principal ponto de ruptura teria ocorrido em 2020, quando José Claiton passou a cobrar o reconhecimento formal como sócio da empresa. Conforme a apuração, Oséias teria rejeitado o pedido e indicado outro nome na sociedade, o que aprofundou os conflitos internos.

Ainda segundo o inquérito, José Claiton exigia cerca de R$ 850 mil para deixar os negócios. Sem acordo, decidiu abrir sua própria clínica odontológica em Uvaranas, em Ponta Grossa, a Vitadent, registrada em nome de terceiros. O investimento estimado no novo empreendimento seria de aproximadamente R$ 800 mil.

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A Polícia Civil destaca que mensagens extraídas do celular de Oséias revelariam forte insatisfação com a criação da clínica concorrente. Em uma conversa de 1º de abril de 2022, após receber um folder da Vitadent, o empresário teria classificado José Claiton como “homem leviano” e demonstrado indignação com a abertura do novo negócio.

As investigações também apontam suspeitas envolvendo possível apropriação do código fonte do sistema de gestão da Odonto Excellence. O tema teria alimentado ainda mais o clima de tensão entre os envolvidos. Em depoimento, familiares da vítima relataram suspeitas de que informações estratégicas da empresa teriam sido utilizadas na estruturação da nova clínica.

Para a Polícia Civil, o conjunto de provas reunidas aponta que o homicídio foi precedido por um cenário de desgaste extremo, ameaças mútuas e conflitos financeiros e empresariais. O caso agora segue para análise do Ministério Público e do Poder Judiciário. 

José Claiton Leal Machado | Foto: Reprodução.

Confira a nota do advogado de Oséias Gomes

NOTA À IMPRENSA – CASO ODONTO EXCELLENCE

O escritório Dalledone & Advogados Associados, responsável pela defesa de Oséias Gomes, informa que a narrativa nos autos do processo é nitidamente contrária ao que está sendo ventilado. Oséias foi vítima de criminosos, que estavam lhe extorquindo e visavam ganhos financeiros eternos.

Trata-se de uma grande trama que será desvelada em breve.

Oseias é um empresário íntegro, honesto, sem qualquer antecedente criminal e nunca teve qualquer motivo para mandar matar a vítima.

“Isso é um absurdo”, dispara Claudio Dalledone Junior

Dalledone & Advogados Associados

Dinheiro de origem ilícita

Personagens centrais de uma história trágica e criminosa, em Ponta Grossa, as relações comerciais entre José Claiton Leal Machado e o CEO da Odonto Excellence, Oséias Gomes, começaram em 2006, coincidindo com um assalto ocorrido no Rio Grande do Sul, quando foram mortos o policial militar Oscar dos Santos Carvalho e o assaltante Claudemir Rodrigues de Oliveira, conhecido por Mille. Dois meses após esses acontecimentos, foram presos vários envolvidos, inclusive José Claiton, apelidado de “Pixain”, que ficou preso durante 11 meses, ganhou liberdade provisória e fugiu para o Paraná.

Chegando em Carambeí, ele começou a entregar panfletos com Oséias Gomes divulgando as novas unidades que iriam inaugurar na região de Ponta Grossa, Palmeira e em outras cidades. Foi quando Oséias pediu a carteira do José Claiton para fazer o registro dele na unidade Odonto Excellence. José Claiton, como era fugitivo, se recusou. “Foi aí que Oséias perguntou se ele era fugitivo e ele contou a verdade e contou que tinha um valor em dinheiro de 84 mil reais, à época, e que estava escondido”. Essa informação consta no inquérito. Este valor não podia aparecer. Conversando com Oséias, eles fizeram um acordo: José Claiton entregaria o dinheiro a Oséias, que tinha algumas unidades de Odonto abertas, e ficaria fácil trabalhar com o valor e, sendo assim, José Claiton passou a ser um sócio de fato de Oséias, mas o combinado era só entre eles.

Assalto com mortes ocorreu no Rio Grande do Sul

A 1ª Vara Criminal Federal de Porto Alegre julgou, na última sexta feira (27/07/2007), os acusados de envolvimento em latrocínio (roubo seguido de morte) na cidade de Casca (RS), ocorrido no dia 5 de junho de 2006. O crime resultou na morte do então comandante da Brigada Militar no município, tenente Oscar dos Santos Carvalho, 45 anos. Na ocasião, os assaltantes invadiram simultaneamente as agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, por volta das 11h30min. Com a chegada da Brigada Militar, houve tomada de funcionários e clientes do banco como reféns e troca de tiros. No confronto, além do tenente, também foi morto o assaltante Claudemir de Oliveira Rodrigues, conhecido como “Mile”.

Os réus Geazi Corrêa, Joelso de Abreu, Neiton Luis Barth e Bendito Bet foram condenados a penas que variam entre 26 e 28 anos de reclusão pelo crime de latrocínio. Geazi, Neiton e Bendito foram também condenados por posse ilegal de arma de fogo, a penas de 1 a 3 anos de reclusão. Os quatro réus cumprem pena no Presídio Regional de Passo Fundo, no Planalto Médio do Estado. O Ministério Público Federal pediu a absolvição de outros cinco acusados, por falta de provas. A ação penal tramitou na Vara Especializada da Capital em virtude da Resolução nº 56 do TRF da 4ª Região, hoje revogada, a qual determinava que todas as ações penais de competência federal relativas a crime organizado instauradas no Estado do Rio Grande do Sul fossem processadas e julgadas pela 1ª Vara Criminal Federal de Porto Alegre. As armas apreendidas em poder dos assaltantes foram destinadas à Brigada Militar.

Fonte: a Rede


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