O cantor Netinho morreu na manhã de hoje, em Salvador, aos 60 anos. A informação foi publicada nas redes sociais do artista, que tratava um linfoma não Hodgkin tipo B.
O quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos. Em nota, a assessoria do artista disse que ele “partiu tranquilo”.
Durante os últimos meses de tratamento, costumava dizer: ‘Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.’
O cantor recebeu o diagnóstico de linfoma não Hodgkin em março de 2025. Na época, ele ficou internado por 25 dias após sentir fortes dores nas pernas e costas.
Netinho chegou a receber alta e retomar a agenda de shows, até que a doença voltou este ano. Ele estava em tratamento com quimioterapia desde então.
A equipe do artista informou que velório e cremação serão realizados de forma reservada. A cerimônia será restrita a familiares e amigos próximos, um desejo expresso por Netinho.
Carreira
Netinho, nome artístico de Ernesto de Souza Andrade Júnior, nasceu na em Santo Antônio de Jesus (BA) em 1966. Se mudou para Salvador com a família aos 9 anos, após a morte do pai num acidente de carro.
Lá, começou a se interessar por música e aprendeu violão sozinho. Durante a faculdade de Engenharia Civil, começou a cantar profissionalmente.
Em 1984, começou a desfilar no Carnaval. Foi um dos foliões do Bloco Beijo, na época comandado por Luiz Caldas & Banda Acordes Verdes.
Em 1988, ganhou projeção nacional e internacional como vocalista da Banda Beijo. No ano seguinte, se tornou o primeiro artista de axé a se apresentar no Domingão do Faustão.
Na Copa do Mundo de 1990, participou do primeiro trio elétrico a viajar para fora do Brasil. O trio foi levado de navio à Itália em viagem que durou dois meses.
O maior hit de sua carreira é “Milla”, de 1996. A música foi uma regravação da banda Jheremmias Não Bate Córner, que deu origem ao Jammil e Uma Noites. Entre outros sucessos estão “A Vida É Festa”, “Vem Me Dar Um Beijo”, “Me Dê Amor”, além de “Pra Te Ter Aqui” e “Menina”.
Foi casado com a jornalista Mariana Trindade, com quem teve Bruna, sua única filha, nascida em 1998. A união chegou ao fim em 2003.
Fonte: UOL





