Nomes tradicionais da política paranaense oficializaram apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2026. Os posicionamentos do senador Flávio Arns (PSB) e dos ex-prefeitos de Curitiba Rafael Greca (MDB) e Gustavo Fruet (PDT) ocorreram em eventos distintos entre segunda-feira (19) e terça-feira (20), durante a passagem do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) pela capital.
Aproximação com o setor produtivo
Durante o ato “Paraná pela Virada”, realizado no Espaço Torres, e em um encontro com empresários no Hotel Bourbon, Flávio Arns e Gustavo Fruet formalizaram a adesão à campanha petista. Arns justificou o apoio destacando a trajetória de Alckmin como ex-governador de São Paulo e a sua capacidade de articulação com o agronegócio, o comércio, a indústria e o setor financeiro.
O senador avaliou que a presença do vice-presidente na chapa representa estabilidade institucional e diálogo. “Geraldo Alckmin é uma garantia de segurança para o Brasil. […] Nós temos que ter a garantia de ter uma pessoa democrata, que trabalha pela soberania, tem diálogo e entendimento”, declarou Arns.
Defesa da cultura e soberania nacional
Em uma agenda voltada à classe artística na segunda-feira (19), o ex-prefeito Rafael Greca — que disputou o cargo de vice-governador em 2026 por uma coligação do PSD — também defendeu a continuidade do atual governo. O foco de seu discurso foi a manutenção de políticas federais de fomento à cultura, com ênfase na Lei Rouanet, e a garantia de recursos para museus, universidades e escolas públicas.
Greca fez um apelo para que os eleitores não definam o voto pautados apenas por ideologia e atrelou a decisão nas urnas à defesa da soberania nacional. O emedebista argumentou que uma eventual derrota do atual governo poderia submeter o Brasil a interesses estrangeiros, citando especificamente a exploração de minerais de terras raras pelos Estados Unidos.






