A apuração das urnas neste domingo (4) confirmou que a eleição presidencial será decidida em segundo turno, no dia 25 de outubro, entre Flávio Bolsonaro (PL) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com 99,2% das urnas apuradas, o resultado contrariou as previsões das pesquisas de intenção de voto, terminando com o candidato do PL à frente.
Flávio Bolsonaro liderou o primeiro turno com 47,09% dos votos válidos (pouco mais de 56 milhões de votos). Lula ficou na segunda posição, com 45,13% (53,7 milhões de votos). O escritor Augusto Cury (Avante) encerrou a disputa no terceiro lugar, somando 2,9% dos votos.
A menor diferença desde a redemocratização
A margem de apenas dois pontos percentuais que separa os dois candidatos é a menor já registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização do Brasil. O recorde anterior pertencia ao pleito de 2022, quando a diferença entre Lula e Jair Bolsonaro foi de 5,23 pontos percentuais.
Reações das campanhas
Na reta final do primeiro turno, Lula anunciou um pacote de medidas populares – que incluiu reajuste no Bolsa Família, proibição das “bets” (apostas) e o lançamento do Desenrola 3.0 –, as quais, segundo a apuração, não se reverteram no volume de votos esperado. O petista afirmou que a estratégia para o segundo turno será focar nos 28 milhões de eleitores que se abstiveram, ressaltando a importância do voto para o futuro do país.
Em Brasília, Flávio Bolsonaro declarou em seu pronunciamento que o resultado sinaliza o “fim da era do PT”. O candidato do PL afirmou estar focado no futuro do Brasil e na intenção de “resgatar a democracia”, criticando as sete eleições presidenciais já disputadas por seu adversário direto.
A apuração das urnas no primeiro turno da eleição presidencial, neste domingo (4), confirmou o que a quase totalidade dos analistas políticos já previam: Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno no dia 25 de outubro. O que não se previu foi a inversão de posição na ordem final da apuração, com 99,2% dos votos válidos.

Flávio Bolsonaro recebeu 47,09%, com poucos mais de 56 milhões de votos, contrariando a maioria das pesquisas de intenção de voto divulgadas até então. Já Lula teve 45,13%, com 53,7 milhões de votos, ficando numericamente atrás do candidato do PL.
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A diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro é a menor já registrada em um primeiro turno de eleição presidencial desde a redemocratização: a margem ficou em dois pontos percentuais. O recorde anterior era de 2022, quando o petista obteve 48,43% dos votos válidos e Jair Bolsonaro (PL), 43,2%, uma distância de 5,23 pontos percentuais.
O escritor Augusto Cury (Avante) ficou em terceiro lugar, com 2,9% dos votos, ficando de fora do segundo turno.
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Medidas populares de Lula não se revertem em voto
O resultado das urnas no primeiro turno mostrou que todo o esforço da campanha petista para superar o principal adversário na reta final de campanha foi em vão.
Lula anunciou nas últimas duas semanas um reajuste no Bolsa Família, proibiu as bets e lançou o Desenrola 3.0, medidas populares que não se reverteram em voto para o petista.
Agora, no segundo turno, o atual presidente acredita que ainda pode virar o jogo. O foco, segundo a campanha, será focar nas pessoas que se abstiveram de votar no primeiro turno.
“Tivemos 28 milhões de pessoas que não votaram e vamos fazer um apelo para que as pessoas saibam que o voto é necessário para decidir o futuro do país.”
Segundo Lula, a vitória não veio porque “as pessoas gostam que eu dispute o segundo turno”.
Flávio Bolsonaro decreta o “fim da era PT”
Já Flávio Bolsonaro afirmou em seu pronunciamento após terminar o primeiro turno à frente de Lula que o resultado representa o “fim da era do PT”. Ele disse estar feliz com a possibilidade de sair vitorioso da disputa e afirmou que pretende “resgatar a democracia”.
“O Lula já disputou sete eleições presidenciais. Ele está preocupado com o poder. Eu estou preocupado com o futuro do Brasil”, disse Flávio, direto do quartel-general da campanha, em Brasília.
*Com informações da Folha de S. Paulo e CNN





