A Fatec Ivaiporã iniciou o 3º Programa de Iniciação Científica (PIC), envolvendo acadêmicos e professores para apresentar as diretrizes, iniciar projetos e promover debate sobre o uso da inteligência artificial na produção científica.
Neste ciclo, serão desenvolvidos 40 projetos de pesquisa. O crescimento chama atenção. No 1º PIC foram contabilizados 4 projetos. Em 3 anos, o número aumentou 10 vezes.
Segundo o diretor acadêmico Roni Ferreira, o PIC integra uma ampla proposta pedagógica que também contempla a Mostra de Projetos Integradores (MOPI) e a Mostra Acadêmica Científica (MAC) – por exemplo. “O crescimento mostra que acadêmicos e professores entenderam a importância da iniciação científica e passaram a enxergar a pesquisa como parte da formação acadêmica”, afirmou.
Roni Ferreira explicou que o acadêmico participa de atividades de extensão, desenvolve projetos integradores, apresenta trabalhos científicos e aprofunda um tema por meio da pesquisa. “É assim que ensino, pesquisa e extensão deixam de ser um conceito e passam a fazer parte da vida acadêmica”, observou Roni Ferreira, que convidou o professor e pesquisador Denikid Albino para falar sobre Uso da Inteligência Artificial na Pesquisa Científica.
Trabalho intelectual
Aos acadêmicos e professores, Denikid Albino esclareceu que ferramentas como o ChatGPT podem auxiliar na estruturação das ideias e na escrita. Mas não substituem o trabalho intelectual do pesquisador.
“A inteligência artificial pode contribuir para melhorar a linguagem e organizar informações. Mas é o pesquisador quem define o problema da pesquisa, interpreta os resultados e assume a autoria do trabalho. O pensamento crítico é insubstituível”, defendeu.
Denikid Albino também chamou a atenção para a responsabilidade de quem utiliza inteligência artificial, reforçando que a tecnologia deve servir como apoio ao conhecimento e não como substituta da produção científica.
Além das atividades de pesquisa, os acadêmicos deverão apresentar os resultados em eventos científicos promovidos pela Fatec Ivaiporã, visando valorizar a investigação e o conhecimento em diferentes áreas.
O coordenador de Pesquisa e Extensão, João Felipe Marques, disse que um dos objetivos é mostrar que a pesquisa não fica restrita aos grandes centros ou à pós-graduação.







