Um impasse técnico e de comunicação envolvendo o atendimento a um morador, seu advogado e a equipe do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) mobilizou a Polícia Militar na tarde de quarta-feira (27), por volta das 15h40, na Rua Ozório da Silva Passos, no centro de Godoy Moreira. O caso envolveu divergências sobre os procedimentos de atualização cadastral e foi encaminhado à Polícia Civil.
O Relato do Advogado A ocorrência teve início por volta das 12h00, quando um homem compareceu ao Destacamento da PM seguindo orientações de seu defensor. No local, os policiais fizeram contato telefônico, via aplicativo WhatsApp, com o advogado do cidadão.
O profissional relatou que seu cliente havia ido ao CRAS para realizar uma atualização no Cadastro Único devido a um processo de separação de sua companheira e consequente mudança de endereço. Durante o processo, o advogado ligou para o órgão para acompanhar o atendimento, sendo atendido por duas funcionárias.
Segundo o defensor, a comunicação por telefone foi prejudicada pela má qualidade do sinal. Ao tentar dar continuidade ao atendimento via mensagens de WhatsApp, ele alegou ter enfrentado problemas como demora nas respostas, informações evasivas, falta de identificação por parte das atendentes e uma suposta recusa em prestar o atendimento presencial ao seu cliente.
A Versão do CRAS Diante dos fatos expostos, a guarnição da Polícia Militar entrou em contato com a equipe do CRAS para averiguar a situação. No local, a coordenadora e a assistente social do órgão prestaram esclarecimentos e negaram qualquer omissão de socorro ou má prestação de serviço.
As servidoras informaram aos militares que o cidadão e seu advogado foram, sim, atendidos. Inclusive, por se tratar de uma demanda sem agendamento prévio, a equipe abriu uma exceção para recebê-los em caráter de urgência. Ficou esclarecido que um novo horário havia sido fixado para as 13h15 do mesmo dia para dar continuidade aos trâmites, com a possibilidade de uma visita técnica presencial na residência do morador, proposta que teria sido recusada pelo próprio assistido.
Quanto à impossibilidade de finalizar a atualização cadastral, as profissionais explicaram que a solicitação apresentada pelo cliente e pelo advogado violava as normas técnicas do sistema federal. Eles solicitavam a criação de cadastros separados para o casal em processo de divórcio, contudo, ambos ainda residiam sob o mesmo teto, o que inviabiliza o desmembramento do núcleo familiar perante as regras do Cadastro Único.
Encaminhamento Após ouvir ambas as partes e constatar que a situação se tratava de um desacordo administrativo e operacional, a equipe da Polícia Militar prestou as devidas orientações legais aos envolvidos. O Boletim de Ocorrência Unificado (BOU) foi confeccionado e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de São João do Ivaí, responsável pela comarca, para o conhecimento da autoridade competente.





