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Xadrez no Iguaçu: Ratinho sinaliza que pode definir chapa do PSD após 4 de abril

A última semana do governador Ratinho Junior foi marcada por muitas reuniões e algumas raras aparições públicas — nenhuma em Curitiba. Na manhã desta segunda-feira (30), ele se reuniu com a bancada estadual e federal da Federação União Progressista no Chapéu Pensador, local usado por governadores para despachar — um local de trabalho reservado, no bairro Bigorrilho, na capital.

Parlamentares dos dois partidos foram em busca de respostas e saíram do cenário bucólico que rodeia o prédio icônico, com mais dúvidas. Durante o encontro, o governador sinalizou de forma bastante clara que a escolha do sucessor pode ficar para depois do encerramento da janela partidária — 4 de abril. A informação foi confirmada por mais de três dos presentes.

A estratégia é clara: evitar uma debandada de deputados estaduais e federais do PSD e tentar, de alguma forma, manter Alexandre Curi na legenda. O presidente da Assembleia Legislativa está com a ficha de filiação no Republicanos pronta, mas aguarda as últimas conversas antes de embarcar e fazer a foto com Marcos Pereira — que lhe garante candidatura ao Palácio Iguaçu.

Existe um movimento de quase duas centenas de prefeitos e de algumas dezenas de deputados que aguardam o sinal de Curi para definir o rumo na eleição de 2026. Alguns dos apoiadores pensam em caminhar rumo ao Iguaçu para explicitar isso em reuniões no terceiro e quarto andar da sede do governo.

Ratinho, inclusive, chegou a citar no encontro no Chapéu Pensador que Curi deve migrar para o Republicanos — mas está sendo desenhada uma estratégia que não transpareça uma ruptura. Nenhuma das duas partes pensam em divórcio político — pelo menos não até agora.

A novela da sucessão

O mistério envolto ao processo de escolha dos nomes que vão disputar o Palácio Iguaçu e as duas vagas ao Senado Federal na chapa do PSD já ganha contornos de novela. Os capítulos se sucedem, mudando apenas os personagens. E mesmo depois de muitas reuniões e desencontros, a dúvida ainda paira no Centro Cívico.

O cenário, ao invés de melhorar, piora. Se antes Ratinho repetia o mantra de que o partido tinha três nomes fortes e capazes de dar continuidade ao trabalho, no caso Alexandre Curi, Guto Silva e Rafael Greca, na reunião desta terça foram acrescidos mais dois: Beto Preto e Sandro Alex.

Soma-se a eles, pessoas de fora da política, como, por exemplo, o nome de José Roberto Ricken, o atual presidente do Sistema Ocepar. Até ele, segundo um palaciano bem informado, entrou nas projeções e pesquisas internas estartadas pelo Iguaçu.

Encontro excelente e desastroso

A percepção dos deputados de PP e União é dúbia. Uns avaliaram como muito proveitosa a reunião com Ratinho, outras consideraram desastrosa. A única certeza é que não houve qualquer definição. Serviu, na visão dos otimistas, para deixar todos na “mesma página” e reduzir o “diz que diz que”. Para os que viram o copo meio vazio, o processo de sucessão continua sem rumo, numa faceta nunca antes vista de Ratinho Junior.

Eduardo Pimentel foi citado. Aliás, mais um dos cogitados. Ratinho comunicou o que o prefeito já vociferava em todas as oportunidades com a imprensa: que seu foco estava em Curitiba. Ou seja, o nome de Eduardo sai do radar e do extenso leque de opções aventadas pelo governador e seu time mais próximo.

Não à toa, o governador teve um encontro reservado com Cristina Graeml no fim de semana que passou — num claro sinal de que naufragava a tentativa de fazer Eduardo renunciar o Palácio 29 de Março para  disputar o governo.

Ratinho Junior segue tentando equilibrar pratos. São muitos interesses e egos que não cabem na equação de escolha do sucessor. O tempo se esvai, os nomes vem e vão, e os aliados seguem se questionando qual o nome do dia cotado por Ratinho para encarar as urnas em outubro.

Federação em compasso de espera

União Brasil e PP são dois dos muitos aliados que aguardam o desfecho da novela. Enquanto esperam, adiam também o rumo no pleito que se avizinha. A federação deve bater o martelo somente depois que o candidato do PSD for, enfim, anunciado e o arco de aliança que será formatado. Para a partir daí, analisar os cenários. Até lá, compasso de espera.

As duas legendas, no entanto, perceberam o gesto de aproximação de Ratinho. O governador tem ajudado na formação da chapa — principalmente do União Brasil, que ficou acéfalo depois da saída de Sergio Moro para o PL. Ao perder o pré-candidato, Antonio Rueda agora tem como objetivo eleger a bancada federal.

Para isso, Ratinho tem pedido para deputados federais do PSD se filiarem ao União — sabe-se até agora, dos “convites” para Paulo Litro e Luiza Canziani. O ainda secretário da Indústria, Comércio e Serviços, Marco Brasil, que tinha rompido com o PP e estava de chapéu e malas prontas para desembarcar no PSD, é outro que deve migrar para a legenda de Rueda.

São sinalizações claras de que Ratinho espera contar com o apoio da federação. Mas uma ala do PP e União acena para uma candidatura de Rafael Greca, com probabilidade de dobradinha com Alexandre Curi; outra pensa em dar aos mãos a Moro — que fez, antes de migrar para o PL, uma proposta considerada excelente por uma fonte ouvida pelo Politicamente, que passa por acomodações na Mesa Executiva da Alep e até na Corte de Contas, numa futura vaga.

Ratinho aprendeu com o erro. Não quer reviver o desgosto de ver aliados, no caso o Novo e o PL, pulando para a trincheira adversária. Por isso, se reuniu com as bancadas da federação, mesmo que, por hora, só possa oferecer boa vontade e desejo de manter todos unidos e em paz.

Fonte: Blog Politicamente


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