Na quarta-feira, dia 2 de setembro, a coordenação do curso de Medicina Veterinária da Fatec Ivaiporã deu sequência à VetConecta. A médica-veterinária Gisele Freitas Baroneconduziu uma palestra sobre Vigilância Sanitária e um minicurso referente à Qualidade do Leite – e o respectivo percurso entre o campo e a mesa do consumidor.
Em nome do curso de Medicina Veterinária, o coordenador Paulo Roberto Nunes de Góes agradeceu à médica-veterinária pela participação no VetConecta e pela disponibilidade em compartilhar com os acadêmicos a experiência adquirida nas mencionadas áreas.
Gisele Barone explicou que na Vigilância Sanitária o médico-veterinário trabalha na prevenção de riscos – antes que um produto inadequado chegue ao consumidor. Segundo a palestrante, quando se detecta alguma irregularidade, o profissional avalia o risco e define as providências necessárias. “Entre as medidas estão a correção de processos, separação de lotes, bloqueio de matérias-primas, investigação de contaminações e o recolhimento do produto nos casos mais graves”, esclareceu.
A médica-veterinária explicou que o consumidor não enxerga o que é realizado dentro da indústria – nem a atuação da Vigilância Sanitária por trás dos processos. “Por isso, o conjunto de ações garante que um alimento seguro chegue à mesa do consumidor”, afirmou.
Minicurso
No minicurso Inspeção e Qualidade do Leite, Gisele Barone mostrou que o controle começa na propriedade rural. Entre os primeiros cuidados destaque para a saúde dos animais, higiene durante a ordenha, uso correto de medicamentos e a refrigeração.
O acompanhamento continua no transporte e na recepção do leite pela indústria. “Nessa etapa, são feitas análises antes do processamento – pasteurização, limpeza dos equipamentos, armazenamento e transporte do produto final também integram a cadeia de controle”, acrescentou Gisele Barone.
A palestrante também abordou as atribuições do responsável técnico nas indústrias de alimentos. Segundo Gisele Barone, o trabalho exige acompanhamento direto dos processos, interpretação de resultados, orientação das equipes e decisões que podem impedir o uso de uma matéria-prima ou a liberação de um produto. “Ser responsável técnico não significa apenas assinar documentos. É preciso estar presente, conhecer o processo e tomar decisões quando houver risco. A assinatura envolve responsabilidade técnica, ética e sanitária”, alertou.
A área de alimentos está entre as diversas possibilidades profissionais oferecidas pela Medicina Veterinária. O médico-veterinário pode trabalhar na Vigilância Sanitária, serviços de inspeção, órgãos de defesa agropecuária, indústrias, laboratórios, auditorias, consultorias, controle de qualidade e responsabilidade técnica. Foram exemplos citados pela palestrante.
A VetConecta encerra nesta quinta-feira, dia 3 de setembro, com os médicos-veterinários Mário Ezequiel Gomes Bueno e Rafaeli Fagá Daniel.





