Na madrugada desta segunda-feira (20), por volta da 1h22, a Polícia Militar foi acionada para atender a uma ocorrência de violação de domicílio na Rua Santa Helena, na área urbana de Jardim Alegre. Foi a segunda vez na mesma data que as equipes precisaram se deslocar até o endereço, em um caso confuso que culminou no encaminhamento de todos os envolvidos à delegacia.
De acordo com o boletim de ocorrência, a solicitante acionou a corporação via Copom, alegando que havia flagrado seus vizinhos no quintal de sua casa, espiando bem em frente à janela de seu quarto. Segundo a mulher, os supostos invasores teriam fugido do local ao perceberem que haviam sido notados.
A equipe policial foi até a residência apontada pela denunciante e chamou os moradores. Os vizinhos atenderam os militares, aparentando terem sido acordados naquele momento, e negaram veementemente qualquer acusação de invasão. Diante da negativa, a solicitante alterou sua versão inicial dos fatos, afirmando que eles teriam fugido pelos fundos pulando o muro da propriedade. No entanto, ao vistoriar o local, a equipe constatou a existência de uma grade de proteção que torna essa transposição praticamente impossível.
Para esclarecer o impasse, os policiais analisaram as imagens da câmera de segurança de um outro morador da rua. O registro em vídeo desmentiu o relato da denunciante: as imagens não mostraram nenhuma movimentação dos vizinhos acusados. O único registro no horário foi da própria solicitante e de sua filha caminhando em direção à casa dos suspeitos.
Devido ao histórico de denúncias idênticas já feitas pela mesma mulher e à sua insistência na acusação mesmo diante das evidências em vídeo, a equipe decidiu conduzir todas as partes envolvidas à Delegacia de Polícia Civil de Ivaiporã para os devidos esclarecimentos. A Polícia Militar destacou que dois dos abordados precisaram ser algemados para o transporte no banco traseiro da viatura, medida preventiva adotada por falta de espaço no camburão e para resguardar a segurança da guarnição, conforme prevê a Súmula Vinculante nº 11 do STF. O caso segue sob análise da autoridade policial.





