Uma situação de extrema intolerância e desrespeito familiar mobilizou a Polícia Militar no final da noite de domingo (24), por volta das 23h26, na Rua Clevelândia, na Vila São José, em Ivaiporã. Um homem causou tumulto no velório do próprio irmão, agrediu a ex-esposa e ameaçou os presentes de morte.
A equipe policial foi acionada via COPOM após relatos de que um homem estava perturbando a cerimônia fúnebre. No local, o solicitante informou aos militares que o irmão do falecido chegou ao velório com visíveis sinais de embriaguez. Logo na entrada, ele iniciou uma discussão e agrediu fisicamente sua ex-mulher, puxando-a pelos cabelos. A mulher conseguiu se desvencilhar e deixou o local antes da chegada da PM.
Na sequência, o homem alterou-se ainda mais e passou a proferir ameaças contra um dos presentes. Antes de fugir em um veículo Chevrolet Spin, o agressor gritou que iria até sua residência buscar uma arma de fogo e retornaria para o velório.
De posse das características do veículo, a equipe da Polícia Militar iniciou diligências e conseguiu localizar o envolvido. Ao ser abordado, ele demonstrou aparente tranquilidade e admitiu a confusão, justificando que agiu em um “momento de nervosismo” devido à perda do irmão.
Indagado sobre a ameaça, o homem confirmou aos policiais que possui, de fato, duas armas de fogo devidamente registradas em seu nome — situação que foi checada e confirmada pelos militares via sistema informatizado. No entanto, ele garantiu que os armamentos estavam guardados em sua residência e não haviam saído de lá.
Diante da sensibilidade do momento fúnebre, o solicitante optou por não exercer o direito de representação criminal imediata contra o autor, manifestando aos policiais apenas o desejo e o clamor de que o homem não retornasse ao velório para garantir a paz dos familiares.
O autor comprometeu-se formalmente com a equipe a não voltar ao local e afirmou que iria dormir. Ele recebeu orientações expressas sobre as implicações legais caso descumprisse o acordo ou portasse o armamento em via pública, e o Boletim de Ocorrência Unificado (BOU) foi confeccionado para o registro dos fatos.





