Uma rápida intervenção da Polícia Militar evitou que uma adolescente de 14 anos fosse levada por terceiros para outro município na tarde de domingo (24), por volta das 16h11, na Rua Joaquim Loureiro de Mello, na região central de Faxinal. A situação, que gerou aglomeração e tumulto em via pública, envolveu um desentendimento familiar sobre a guarda e o relacionamento da menor.
A Abordagem e o Relato A equipe policial realizava patrulhamento ostensivo de rotina quando foi abordada diretamente na rua pelo irmão da adolescente. Ele informou, em tom de urgência, que sua irmã estava prestes a ser levada para a cidade de Sabáudia (PR).
De acordo com o solicitante, a menor mantém um relacionamento de aproximadamente dois meses com um jovem de 17 anos. Na data de ontem, o namorado, acompanhado de sua irmã mais velha (responsável legal), além de várias outras pessoas, veio até Faxinal com o objetivo de buscar a garota para que ela passasse a residir com ele no outro município.
Capacidade Mental e Falta de Autorização O irmão relatou aos policiais que a mãe dos jovens sofre de depressão severa e, por não estar em sua capacidade mental plena, acabou cedendo à pressão e permitindo a partida da filha. No entanto, o pai da menor foi contatado por telefone e proibiu terminantemente que a filha de 14 anos deixasse a cidade com uma família que conhecem há tão pouco tempo. Diante da negativa do pai, o irmão pediu o apoio da PM para impedir a partida.
O solicitante mencionou ainda que um conselheiro tutelar chegou a ir ao local antes da chegada da viatura, mas o profissional já havia se retirado e ele não soube precisar a identificação do conselheiro.
Desfecho e Orientações Legais No local, os policiais constataram que a presença de diversos parentes do namorado estava causando tumulto na rua. Todos foram orientados a manter uma distância segura para não interferir no trabalho da equipe.
Após ouvir todas as partes, a Polícia Militar determinou expressamente que a adolescente não fosse levada naquela data. Os militares esclareceram que qualquer deslocamento ou mudança de domicílio de uma menor de idade exige autorização formal, legal e documentada de ambos os pais ou responsáveis.
Diante da intervenção policial, a irmã e responsável pelo rapaz de 17 anos acatou a decisão, comprometeu-se a retornar para Sabáudia e afirmou que, em data futura, a família entrará em contato direto com o pai da adolescente para formalizar a situação de maneira legal. A menor foi entregue em segurança aos cuidados de seu irmão e de sua mãe, e o Boletim de Ocorrência foi registrado para resguardar os direitos da adolescente.





