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Edison Brittes é condenado a 42 anos de prisão pelo assassinato do jogador Daniel

Edison Brittes foi condenado a 42 anos, 5 meses e 24 dias de prisão pela morte do jogador Daniel Corrêa. O Tribunal do Júri condenou Brittes por homicídio triplamente qualificado, fraude processual, corrupção de menor, coação no curso do processo (5 vítimas) e ocultação de cadáver.

Além dos 42 anos, há também mais 2 anos e 1 mês de detenção, além de 1.394 dias/multa. O cumprimento inicial da pena é em regime fechado. Ou seja, mantém-se prisão preventiva já vigente, com início imediato de cumprimento de pena.

O julgamento do caso Daniel durou três dias. O primeiro dia do júri durou aproximadamente 14 horas e o segundo 11 horas. Nesta quarta-feira (20), o julgamento começou às 09h04. 

Como foi o júri da morte do jogador Daniel 

O julgamento dos sete réus envolvidos na morte do jogador Daniel Corrêa começou na manhã de segunda-feira (20), no fórum de São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. 

O primeiro dia foi marcado pela oitiva de testemunhas e pelos depoimentos de Edison e Cristiana Brittes. Os réus apresentaram detalhes da manhã do dia 27 de outubro de 2018, que terminou com a morte do jogador Daniel Corrêa Freitas.

Ao todo foram ouvidas 13 testemunhas, sendo duas sigilosas por parte da acusação. Os outros 11 participantes do julgamento foram convocados pelas equipes de defesa e a maioria tinha relação ou parentesco com a família Brittes. Também prestaram depoimentos familiares de outros réus, como a mãe de Evellyn Perusso, o pai de Igor King, e um segurança da casa noturna onde foi realizada a festa de Allana Brittes.

Neste primeiro dia foram realizados os depoimentos de Cristiana Brittes e Edison Brittes, respectivamente. Cristiana falou ao tribunal por aproximadamente uma hora, enquanto que Edison ficou uma hora e 15 minutos prestando depoimento.

Família Brittes no camarote durante a festa de Allana (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

Allana Brittes e outros quatro réus são ouvidos no 2º dia de júri do caso Daniel

O segundo dia de julgamento do Caso Daniel durou aproximadamente 11 horas na última terça-feira (19). Foram ouvidos Allana Brittes, David Willian Vollero Silva, Ygor King, Eduardo Henrique Ribeiro da Silva e Evellyn Brisola Perusso. 

Em seu depoimento neste segundo dia de julgamento, Allana Brittes, ré do caso Daniel, falou sobre o momento em que viu o pai, Edison Brittes, segurar o jogador pelo pescoço, antes da morte. 

Allana Brittes e outros três réus foram ouvidos no 2º dia do júri do caso Daniel (Foto: Arquivo / RICtv)

A filha de Cristiana e Edison, revelou que estava no quarto e que ouviu um “desce, desce, desce tem um cara no quarto da sua mãe”. 

“A hora que eu encontrei minha mãe ela tava no pé da escada chorando. Eu perguntei o que houve e ela disse que não sabia e estava dormindo. Ela só pedia ajuda”, descreveu Allana.

Clima fica quente no terceiro dia do julgamento

A equipe de acusação iniciou o terceiro dia de julgamento do Caso Daniel, nesta quarta-feira (20), com o direito de fala na réplica dos debates. Durante uma hora, o promotor João Milton Salles e o advogado Nilton Ribeiro apresentaram vídeos que mostram situações que contradizem os depoimentos prestados pelos réus.

Em uma das imagens exibidas no telão, câmeras da casa noturna mostram os convidados de Allana Brittes no interior da balada e depois na parte externa, onde aparece o jogador Daniel entrando em um carro de aplicativo.

Júri do Caso Daniel é realizado em São José dos Pinhais (Foto: Daniela Borsuk/ RICtv)

Na câmera da parte interna, no camarote da família Brittes, uma cena frisa o momento em que Cristiana Brittes vira para atrás e, supostamente, beija um homem. O promotor Salles destaca que “se fosse o inverso o homem seria um assediador. A vítima do assédio se retirou, foi embora”.

Juiz ameaça seguir júri da morte do jogador Daniel com portas fechadas

O juiz Thiago Flôres, responsável pelo julgamento do Caso Daniel, ameaçou esvaziar o Tribunal de São José dos Pinhais, no início da tarde desta quarta-feira (20) após o público aplaudir um debate entre o promotor e os advogados de defesa dos réus.

O magistrado alegou que o processo não “pode ter torcida organizada”, e ameaçou colocar para o fora do Fórum aquele que aplaudir novamente. “Isso aqui não é Athletiba […] Ou eu esvazio esse plenário ou coloco para fora”, diz incisivamente.

Os aplausos da platéia vieram depois que a advogada Pozzebon saiu em defesa dos advogados após o promotor Rodrigo Faucz dizer que “quem paga o meu salário são os senhores, não é dinheiro de receptação de drogas e nem do tráfico”. 

Fonte: RICtv


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