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Agronomia da Fatec Ivaiporã debate manejo de plantas daninhas e insetos na X TecnoAgro

A identificação de problemas nas lavouras e os critérios para decidir quando e como intervir foram discutidos nos minicursos da X TecnoAgro, realizados no dia 15 de outubro, na Fatec Ivaiporã – reunindo cerca de 200 acadêmicos do Agro. A programação abordou o manejo de plantas daninhas, a biotecnologia em sementes de soja e o monitoramento de insetos.

O curso de Agronomia, coordenado por Silmara Pietrobelli, reuniu profissionais para discutir situações que exigem avaliação do agrônomo antes da recomendação ao produtor. Silmara Pietrobelli afirmou que a profissão do agrônomo é essencial, porque o agricultor precisa de profissionais capacitados no campo para orientar as decisões.

“Com as mudanças climáticas – especialmente provocadas pelo El Niño, a necessidade se torna crucial. Afinal, não sabemos como as plantas vão responder ao aumento das temperaturas e ao volume de chuva no Sul, com tendência de aumento nos próximos meses”, comentou a coordenadora.

Desafios do manejo

O professor do Departamento de Agronomia da UEM, Denis Fernando Biffe, apontou a diversidade de plantas daninhas como um dos principais desafios do manejo. “A presença de diferentes espécies dificulta o controle, eleva os custos e pode provocar perdas de produtividade superiores a 90% em determinadas culturas”, explicou.

Denis Biffe disse que a escolha do manejo deve começar pela identificação da espécie na área. “O uso repetido do mesmo herbicida ou do método de controle durante vários anos acaba por selecionar biótipos resistentes”, alertou.

Biotecnologia e aplicação

O engenheiro agrônomo Waldyr Armando Benitez Cunha tratou da evolução da biotecnologia em sementes de soja e dos cuidados na aplicação de herbicidas. Entre as tecnologias apresentadas esteve a soja I2X, que, conforme explicou, reúne proteção contra 6 tipos de lagartas e tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba.

Na discussão sobre aplicação, Waldyr Cunha citou a escolha das pontas de pulverização e a avaliação das condições de vento, umidade e temperatura. Também abordou a presença de culturas sensíveis nas proximidades, limpeza do tanque e os ajustes de velocidade e altura da barra do pulverizador.

Diagnóstico antes da intervenção

No Laboratório de Solos, a professora Mariana Sismeiro conduziu o minicurso sobre Diagnóstico e Monitoramento de Insetos no Campo. Bióloga, mestre e doutora em Agronomia, com especialidade em Entomologia, Mariana Sismeiro apresentou conceitos do Manejo Integrado de Pragas e organizou uma atividade prática com rotação dos acadêmicos por 4 bancadas – tomate, soja, trigo e café.

“Os grupos analisaram fotografias e outras evidências, discutiram 4 perguntas e formularam uma resposta para um problema hipotético relatado por um produtor”, informou a professora. Os exercícios envolveram insetos mastigadores, sugadores e a contribuição dos inimigos naturais.

A partir da avaliação, o agrônomo define a necessidade de controle e a estratégia adequada, que pode envolver métodos químicos, biológicos, varietais ou genéticos.

Galeria de Fotos:

Lúcia Lima – jornalista


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