O Palácio Iguaçu resolveu declarar guerra aos deputados do PL — partido do pré-candidato ao Governo do Estado, Sergio Moro. E, como consequência, também ao Partido Novo que até então era considerado aliado de primeira hora, mas se abrigou na trincheira adversária. A degola, por enquanto, está restrita aos parlamentares e não aos partidos.
O esperneio começou a circular no início da noite desta terça-feira (7) com a divugação do mais recente Diário Oficial do Estado disponível, número 12.119, que trouxe exonerações em massa de cargos ligados aos parlamentares do Partido Liberal e do Novo. E uma fonte palaciana adianta que não vai parar por aí. “Se não foi no (Diário) de hoje, será no dos próximos dias”, anunciou.
Os decretos foram assinados pelo governador Ratinho Junior no mesmo dia em que Moro concedeu uma entrevista coletiva na Assembleia Legislativa apresentando a nova bancada do PL — que aumentou em 140%, saltando de cinco para 12 assentos no Poder Legislativo na janela partidária. Mais do que dobrou. Numa sinalização de perspectiva de poder.
A reação do Iguaçu não demorou e veio silenciosa. De forma oficial no Diário do Estado. Os filiados mais recentes ao PL foram pegos completamente de surpresa. Nem os que estão na legenda há mais tempo foram poupados. São parlamentares que votaram, quase que de forma religiosa, com o governo durante praticamente toda a gestão de Ratinho Junior.
As demissões trazem recados para os dois lados. Nos QG’s de Moro e do PL a reação figadal foi interpretada como um convite de aproximação aos oposicionistas na Alep e um incentivo na missão de eleger Sergio Moro.
Mas até segunda ordem, segue válida a orientação de que o partido adotará uma postura de independência no legislativo. Ou seja, a depender do projeto de lei, poderá votar com ou contra o governo.
No ninho do Novo, que só agora ganhou representatividade na Assembleia, com a filiação de Luiz Fernando Guerra e Fabio Oliveira, os desligamentos ainda estão sendo digeridos. Mas já tem gente dos dois partidos falando em conferir o status da fila de CPI’s protocoladas na Casa.
Para dentro da trincheira palaciana, a degola de aliados do PL e do Novo soou como prestígio aos que ficaram na base. Aliás, durante o almoço ofertado por Ratinho nesta terça aos deputados da base no Chapéu Pensador, o governador exaltou a permanência dos 31.
Esta consideração tem outro viés — à corrida já estartada pelos governistas aos espaços deixados pelos antigos aliados na estrutura do governo. Até porque, para os parlamentares cargos em comissão nunca são demais — principalmente em ano eleitoral.
Fonte: Blog Politicamente





