Acadêmicos do curso de Enfermagem da Fatec Ivaiporã fazem estágio no Hospital do Rim, onde acompanham a rotina de pacientes em tratamento de hemodiálise. É neste ambiente que os acadêmicos passam a entender a rotina de quem depende de tratamento contínuo.
Durante o estágio, os acadêmicos acompanham procedimentos, observam o trabalho da equipe de Enfermagem e entendem as características do atendimento a pacientes renais crônicos, que permanecem por horas em tratamento e demandam atenção constante.
Mário Henrique, que é egresso do curso de Enfermagem da Fatec Ivaiporã, e preceptor do estágio, explicou que a experiência amplia o conhecimento sobre o funcionamento do organismo e os impactos da perda da função renal. “NoHospital do Rim os acadêmicos têm noção da importância do órgão, filtração no corpo e de como a perda da função prejudica a saúde. Ou seja, veem a realidade dos pacientes que dependem da hemodiálise”, explicou.
Função renal
Segundo Mário Henrique, as causas da insuficiência renal são diversas e fazem parte do conteúdo observado na prática. “Pode ser por diabetes, hipertensão, doenças crônicas ou fatores genéticos – como o rim policístico. Hápacientes que perderam a função renal por diferentes motivos. É um perfil bem diverso”, informou.
O acadêmico Guilherme Henrique Camargo dos Santos garantiu que o contato com aquela realidade édeterminante na formação. “No Hospital do Rim observoas fístulas e o cuidado da equipe com os pacientes, por exemplo, que chegam no período da manhã e saem no período da tarde. Por isso, precisam de cuidados especiais e carinho”, reconheceu o acadêmico. Na hemodiálise, as fístulas arteriovenosas são essenciais para o tratamento, permitindo o fluxo sanguíneo necessário durante o procedimento.
Guilherme Santos contou que sempre quis cursar Enfermagem e permanecer em Ivaiporã com a família. Com diferentes possibilidades de campos de trabalho, o acadêmico projeta UTI Neonatal e Centro Cirúrgico. “O curso de Enfermagem permite conhecer várias áreas, o que faz a diferença na escolha profissional”, opinou.

Lúcia Lima – jornalista




